Pouco menor do que Deus

As comparações que as pessoas fazem por aí são muitas e por vezes podem passar despercebido, porém, algumas são tão extravagantes que ultrapassam os limites, e acabam chamando atenção. Existe uma mania muito comum de a criatura humana querer sempre se igualar a alguma coisa ou alguém, neste confronto em busca de igualação até a divindade de Deus entra nesse jogo pretensioso de glória, talvez seja um meio de auto-afirmação para que o ser venha a se mostrar diferente, melhor, ou até mesmo superior a tudo e a todos, desta forma, muitos necessitam ostentar um ar elevado de quem está acima do bem e do mal – Presunção, vaidades e vaidades se misturam a pura vanglória do ser humano! Relevante ou não, esta história é bem antiga, e pode ser encontrada nos primórdios da criação na Bíblia Sagrada: Num trecho bem conhecido pode ser observado a que ponto pode chegar tal sentimento pesaroso, quando Lúcifer anseia se comparar a Deus, e pior, o desejo de se tornar superior... “Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo”, ceticismo a parte, este comportamento vil ainda anda corroendo o coração de homens e mulheres, religiosos ou não, todavia, no meio religioso é mais comum, aonde ambição anda lado a lado com a fé. A razão disto é o surgimento de opiniões não fundamentadas de que, quem se envolve ou está à frente de uma Igreja ou trabalho religioso encontra-se mais próximo do Criador. Assim, encontramos vários slogans de auto-afirmação: Pouco menor do que Deus, vice-Deus, semi-Deus, quase Deus, deusezinhos e tantos outros que existem por aí. Seria verdade ou mentira? Seria ambição demais? Parece brincadeira, mas, se for verdade, tais fatos demonstram certa distinção entre pessoas e pessoas, ou por que não dizer acepção? – O que não seria coerente com as leis divinas! Na verdade, o que se vê hoje é muita ostentação de indivíduos que se promovem impondo jargões pessoais de superioridade, utilizando os mais escusos recursos da fé e da religião, considerando os outros inferiores, simplesmente pelos seus cargos e funções. Extremamente lamentável utilizar o nome de Deus e o poder de representar um grupo de pessoas para impor uma forma de aceitação ao meio – Tudo isso se resume num mecanismo estúpido, mesquinho, medíocre e absolutamente inaceitável.

3 comentários:

Anônimo disse...

Muito interessante... Fantástico!

Paula Fontes. disse...

Não sei bem por que isso acontece, mas para tantas coisas na vida se busca explicação e não se consegue encontrar... O seu texto descreve um jogo de interesse, de manipulação, não existe mais comunhão, as próprias convicções são usadas em nome de Deus. É muito triste admitir, mais a verdadeira essência não está sendo encontrada...É só decepção! Você escreve bem, está de parabéns!

Rita Mata. disse...

Deus é o ser maior e supremo! É difícil para o ser humano mesquinho aceitar a Deus como Rei soberano. Muito interessante seu artigo.

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