No alto do monte

Nos dias de sábado havia um compromisso religiosamente imprescindível e inadiável, a subida ao alto do monte para alguns momentos de reflexão, meditação, e algumas preces com o divino Criador. Pode parecer tolice ou insignificante, mas alguns momentos no monte chamado “Celeste” significavam renovação, força, esperança e fé para iniciar uma nova semana de lutas, tais momentos íntimos como esses revelava o Supremo, além de tudo, estar bem consigo mesmo dependia disso, desses instantes inspiradores. Naquele lugar, o desabafo com as decepções era esperado, a superfície verde do alto do monte aconchegava o coração aflito e abatido, a tristeza passava a dar lugar a um novo ânimo que ninguém pode entender. Na verdade, isto não tem nada a ver com credo religioso, o contato com Deus independe disto, a teologia, a ciência, jamais poderá responder “como qualquer pessoa pode falar com Deus”. No alto do monte "Celeste" a visão era diferente! Talvez um pouco da visão de Deus para com os homens. Aquele que não vê católico, evangélico, espírita, budista, com ou sem religião, simplesmente enxerga o interior, ou seja, o mais profundo do ser humano. A pessoa não tem rotulo diante de Deus, é apenas um pedaço de barro chamado de criatura de suas mãos. No alto do monte qualquer pessoa se sente assim... “Apenas um pedacinho dependente de algo superior numa terra gigantesca”.

2 comentários:

brina disse...

Concordo, momentos de intimidade com Deus não depende de religião. Não sei se o monte que você chama de Celeste existe, mas se existe deve ser um belo lugar para pensar e refletir um pouco da vida. Bela abordagem, com um conteúdo maravilhoso! Beijão...

Samh disse...

Amigo Alessandro,
A religião muitas vezes nos afasta de Deus, acredito que a verdadeira religião é aquela que nos aproxima de Deus, independente da situação ou lugar, por isso a necessidade de momentos de reflexão que nos fazem pensar aonde nos encontramos... Abraços!

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