Que lugar é esse... Esta é a indagação ideal para uma daquelas noites escuras caminhando na alta madrugada. Andando sozinho se observa que as ruas não são as mesmas quando estão vazias, talvez porque a solidão se revele também na ausência das pessoas, por isso, a necessidade de uma companhia faz qualquer sacrifício se tornar válido, nesse empenho o medo se transforma logo em coragem para andar em qualquer lugar. Os passos seguem com um pouco de apreensão demonstrando o retorno de uma noite num final de semana. Quantas reflexões passam pela mente: coisas que aconteceram e outras que poderiam ter acontecido – uma noite pode ser cheia de surpresas, além do esperado – motivos e mais motivos para o balanço positivo ser formulado levando em conta o surgimento de qualquer novidade. Na verdade, quando não há nada programado e a ocasião surpreende com um colorido especial, sem dúvida, é muito mais interessante. O começo pode ser sem graça, mas, de repente, surgem eventos que fazem pensar o quanto valeu a pena desbravar o desconhecido, ou seja, ir além das fronteiras do próprio mundo, todo esse contexto se torna atraente o bastante para tornar o mais estranho que possa parecer em algo o mais encantador possível. Todo esse frenesi engloba o desejo de conhecer algo novo e especial: um encontro, um lugar, uma pessoa, uma bebida, e algumas palavras são os ingredientes envolventes essenciais de uma noite. O entusiasmo unido a uma expectativa desafiadora e apaixonante prepara tudo isso: Ambiente, companhia, desejo, atração e logo à volta ao começo. Direito de imagem: www.crestock.com
As comparações que as pessoas fazem por aí são muitas e por vezes podem passar despercebido, porém, algumas são tão extravagantes que ultrapassam os limites, e acabam chamando atenção. Existe uma mania muito comum de a criatura humana querer sempre se igualar a alguma coisa ou alguém, neste confronto em busca de igualação até a divindade de Deus entra nesse jogo pretensioso de glória, talvez seja um meio de auto-afirmação para que o ser venha a se mostrar diferente, melhor, ou até mesmo superior a tudo e a todos, desta forma, muitos necessitam ostentar um ar elevado de quem está acima do bem e do mal – Presunção, vaidades e vaidades se misturam a pura vanglória do ser humano! Relevante ou não, esta história é bem antiga, e pode ser encontrada nos primórdios da criação na Bíblia Sagrada: Num trecho bem conhecido pode ser observado a que ponto pode chegar tal sentimento pesaroso, quando Lúcifer anseia se comparar a Deus, e pior, o desejo de se tornar superior... “Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo”, ceticismo a parte, este comportamento vil ainda anda corroendo o coração de homens e mulheres, religiosos ou não, todavia, no meio religioso é mais comum, aonde ambição anda lado a lado com a fé. A razão disto é o surgimento de opiniões não fundamentadas de que, quem se envolve ou está à frente de uma Igreja ou trabalho religioso encontra-se mais próximo do Criador. Assim, encontramos vários slogans de auto-afirmação: Pouco menor do que Deus, vice-Deus, semi-Deus, quase Deus, deusezinhos e tantos outros que existem por aí. Seria verdade ou mentira? Seria ambição demais? Parece brincadeira, mas, se for verdade, tais fatos demonstram certa distinção entre pessoas e pessoas, ou por que não dizer acepção? – O que não seria coerente com as leis divinas! Na verdade, o que se vê hoje é muita ostentação de indivíduos que se promovem impondo jargões pessoais de superioridade, utilizando os mais escusos recursos da fé e da religião, considerando os outros inferiores, simplesmente pelos seus cargos e funções. Extremamente lamentável utilizar o nome de Deus e o poder de representar um grupo de pessoas para impor uma forma de aceitação ao meio – Tudo isso se resume num mecanismo estúpido, mesquinho, medíocre e absolutamente inaceitável.
Um novo horizonte pode ser a razão principal para percorrer o caminho mais árduo que possa existir. Numa busca incessante por uma melhor oportunidade de vida, o trajeto mais penoso, doloroso e relutante torna-se uma condição tolerável. A sociedade exigente e o mercado de trabalho escasso fazem com que não exista trégua para sonhadores que buscam uma brecha para seu próprio espaço, a conquista de um futuro promissor e glorioso. Todavia, os caminhos atrozes são condições mais do que necessárias para indagar a si mesmo até aonde o nível de força de vontade pode resistir. O cansaço é um dos sintomas que pode surgir até mesmo no planejamento da longa empreitada, neste simples imaginar muitos desistem antes de começar. Num mundo cheio de competição não existem fórmulas mágicas para alcançar a reta de chegada, somente muita dedicação pode resumir tamanho esforço e desdobramento, as noites sem dormir unidas a muito cansaço são sacrifícios indispensáveis de quem deseja ir em frente. A busca de um ideal independe de como e quando sejam os obstáculos enfrentados, os que não se conformam com a mesmice de parar no tempo ousam em se lançar num grande projeto de aspiração, sendo indiferentes as intempéries apresentadas. Desistir logo no começo não acreditando em si mesmo é o defeito de quem não consegue permanecer focado em seus objetivos, o olhar duvidoso cheio de incertezas enche logo o coração de desânimo. E, logo as forças que antes levaram aos primeiros passos se ausentam, o entusiasmo da proposta promissora parece ter ido embora, o novo horizonte ainda está muito distante, sem previsão de chegada a caminhada aparenta ser demorada demais... O sonho de vencer na vida pode ser uma utopia da imaginação! Como os resultados não surgem de um dia para o outro, vários são os pensamentos e indagações, então: Por que não desistir? E de repente, “parar”, pode ser a decisão mais acertada! Segue os devaneios de tantos anseios inatingíveis... A certeza não é aptidão de todas as pessoas, por isso somente a minoria termina o que começa, mesmo que ninguém acredite, entre trancos e barrancos, por pior que seja o momento vivido - desistir é morrer - a luta pela existência depende de perseverança! Assim, a determinação em percorrer os caminhos difíceis demonstra firmeza de atitude, opinião própria bem consolidada, propósito de ideias que não desaparecem com o tempo, metas e alvos a alcançar que estão impregnadas na alma – sobretudo a convicção que faz parte do instinto ímpar dos vencedores!
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Expressar as várias situações do cotidiano, o dia a dia da vida: o ontem, o hoje, o amanhã. Na verdade, todos nós passamos por momentos alegres, tristes, surpreendentes, decepcionantes, empolgantes, e apaixonantes. Tudo isso resume um pouco da vida e também tudo o que somos... Seres humanos sujeitos aos sentimentos, independente de qual seja o nível intelectual ou social a que pertencemos.
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Todos os textos nas postagens foram escritos originalmente por Alessandro Tristão.