
Quem nessa vida ainda não se decepcionou? Todos nós nos decepcionamos a todo momento, isso é uma grande verdade! - Mas não existe nada mais avassalador quando isso acontece em um ambiente aonde se espera paz, amor, carinho, consideração e respeito, por este motivo, este sentimento não é mais uma decepção como qualquer outra, quando o local que envolve tudo isso é considerado um santuário templário de uma catedral dos santos, ambiente respeitável e lugar sagrado de nobres sentimentos. A decepção dentro da Igreja é bem pior do que se pode imaginar, com proporções imensas, pois é um lugar aonde ninguém espera que aconteça uma inusitada maldade. Nas igrejas, as ações ou atitudes levianas de pessoas, autoridades eclesiásticas, membros ou conjunto de fiéis que dizem professar a mesma fé, utilizando o nome de Deus, tem consequências terríveis e irreparáveis na vida daqueles que as sofrem, exigindo das vitimas um grande esforço para esquecer ou superar tais sentimentos penosos. Como diz o ditado: “Quem bate esquece, mas quem apanha não esquece jamais”! Mesmo numa comunidade Cristã ou instituição religiosa, quando menos esperamos sofremos com a grande armadilha que chega sorrateiramente e nos pega de surpresa, se revelando numa grande desilusão, o engano começa quando acreditamos incondicionalmente em pessoas e somos surpreendidos pelas mesmas, ou seja, deixamos nos surpreender pelo comportamento de alguém, de quem considerávamos santos consagrados em seus méritos e virtudes, logo observamos que esta perfeição inexiste e que o coração do homem é um abismo, do qual ninguém conhece a fundo... “E se tu olhares, durante muito tempo, para esse abismo, o abismo também olha para dentro de ti” - Nietzsche. Este desapontamento aliado a muita tristeza, nós faz pensar o quanto somos vulneráveis, fracos, errantes, pecadores, destituídos e dependentes da misericórdia de Deus. Sendo assim, a cada dia, a decepção nas igrejas está levando mais e mais pessoas a se aproximarem não com a religião, nem com os templos, nem com os homens que se fazem da religiosidade de acordo com seus interesses, mas com o próprio Deus.